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domingo, 26 de junho de 2011

Com empate, River Plate é rebaixado pela primeira vez em sua história

Caruso entra em desespero em campo ao ver o o inédito rebaixamento do River Plate se aproximando em Nuñez

Daniel Villalba, camisa 10, chora após apito final que decretou a queda do River Plate

Como em um legítimo tango argentino, as últimas três temporadas do River Plate acabou em tragédia. O maior campeão argentino de todos, com 33 títulos, escreveu hoje o capítulo mais obscuro de sua história. O River Plate está rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Argentino. A equipe alvirrubra precisava vencer o Belgrano no Monumental de Nuñez por dois gols de vantagem para se manter na Série A, mas com o empate por 1 a 1 não foi suficiente.
Seguindo a melodia, a trilha sonora do estádio misturava dramaticidade e empolgação. Em um tango, os altos e baixos da música se desenvolvem em curto espaço de tempo, como os primeiros cinco minutos da partida. Os 65 mil 'milionários' viram o Belgrano abrir o placar numa bola alçada na área, mas o gol foi anulado. Logo em seguida, aos quatro minutos de jogo, Pavone, do River Plate, acertou um tiro da intermediária e devolveu o balançar das redes, mas desta vez o gol foi validado: 1 a 0.
Os corações dos torcedores do River estavam um pouco mais calmos, porém ainda palpitavam nervosos, sabedores de que tal placar não resolvia nada. Os primeiros 45 minutos tiveram o time de Buenos Aires jogando melhor que o adversário, tornando o ritmo de Tango cada vez mais parecido com um animado samba. Com mais um gol, o River estaria garantido na primeira divisão.
Mas os argentinos nunca gostaram de samba. A segunda etapa começou equilibrada, com o Belgrano assustando mais do que o time da casa, demonstrando que poderia reagir. Aos 17 minutos, um cruzamento da esquerda foi parcialmente cortado pela zaga, mas, na sobra, Farre se jogou na bola e empatou a partida. A melodia voltou a ser tenebrosa. Os rostos desesperados nas arquibancadas já admitiam a queda. Mas os melhores tangos surpreendem na dramaticidade.
Aos 23 minutos, o árbitro assinalou penalidade máxima para o River Plate. Aquele que poderia ser o herói tornou-se o vilão. Com o gol, Pavone colocaria a equipe, novamente, a um gol da manutenção na primeira divisão. Ele bateu rasteiro no canto direito, nas mãos do goleiro Juan Olave. Naquele momento, o tango entrava em seus últimos e mais tristes acordes.
O jogo seguiu com uma forte pressão dos alvirrubros sobre a equipe de Córdoba até os 44 minutos. Aquilo que caminhava para ser uma música carregada de emoção, tornou-se, de fato, uma tragédia. O jogo teve de ser encerrado aos 45 minutos, sem acréscimos, para conter a invasão de campo dos inconformados torcedores milionários. Os jogadores do River Plate não saíram de campo, mesmo com a ameaça. O choro era completo, tanto por parte dos torcedores, quanto por parte dos jogadores.
Foi decretado: o River Plate disputará, pela primeira vez em sua história, a segunda divisão do campeonato nacional. O Belgrano conseguiu o acesso e está com a vaga da equipe de Buenos Aires na Série A.
Fonte: www.gazetaesportiva.net

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